Patrões Forçam Categoria a Ajuizar Dissídio Coletivo
Os patrões estão brincando com nossa dignidade. Essa é a única conclusão que se pode tirar da última proposta apresentada pelo Sindicato patronal. Depois de seis reuniões insistem em oferecer um reajuste de apenas 8,5% e 10% apenas no piso, e ainda o condicionam à nossa concordância com banco de horas, horário móvel, jornada 12x36 e intervalo de 30 minutos a 4 horas.
Quanto às demais reivindicações nossas, tais como: quebra de caixa, auxílio-creche, regularização da taxa de serviço, etc., sequer apresentaram contraproposta. NÃO DÁ PRA ACEITAR! OS PATRÕES QUEREM AUMENTAR AINDA MAIS A JORNADA SEM TER QUE PAGAR HORAS EXTRAS. NÃO PODEMOS FICAR QUIETOS ENQUANTO ABUSAM! Não vamos abrir mão de conquistas históricas que levamos décadas de luta para obter. Queremos aumento real compatível com o crescimento nos preços praticados por hotéis e restaurantes que, segundo o DIEESE, nos últimos 24 meses foi da ordem de 27%, enquanto no mesmo período os trabalhadores só receberam 7%. Portanto, não podemos aceitar menos de 12% de reajuste salarial. Esse reajuste é tão possível que companheiros de outras regiões já conseguiram.
Exigimos também uma cesta básica decente, que atenda as necessidades mínimas de sobrevivência, especialmente porque toda a energia que consumimos serve para engordar a conta do patrão. Isso porque trabalhador de nossa categoria não tem fim de semana, lazer, nem tempo para a família. Se só gasta energia com o trabalho, nada mais justo que receba uma alimentação compatível para repor essa energia. Portanto, exigimos uma cesta básica de R$ 272,00 e vale-refeição de R$ 25,00. E NÃO ACEITAMOS MAIS ROUBALHEIRA NA GORJETA. Chega de patrão embolsando a gorjeta dos empregados, repassando quanto quer e quando bem entende. Para acabar com os abusos exigimos a eleição de representante para acompanhar o fechamento de caixa e fiscalizar a arrecadação da gorjeta que deve ser repassada integralmente aos empregados. Queremos também pisos diferenciados valorizando empregados com maior especialização como garçom, cozinheiro, pizzaiolo e sushiman, etc. A diretoria do Sindicato tem tido bastante paciência com os patrões, inclusive optando primeiramente pelo DISSÍDIO COLETIVO, evitando nesse primeiro momento a opção de GREVE.
Entretanto, ao invés de respeitar nossas reivindicações o patronal limita-se a negar tudo que pedimos e ainda exigir redução de direitos. O que os patrões estão esquecendo é que no dissídio coletivo diversas reivindicações nossas serão atendidas, pois tratam-se de precedentes do TRT tais como: adicional de 100% nas horas extras e de 40% na jornada noturna, auxílio creche de 20%, gratificação de caixa de 10%, etc. Portanto, se tivemos paciência até agora, vamos ter mais um pouco e aguardar o julgamento do DISSÍDIO pelo TRT. Enquanto isso fique atento aos informes do Sindicato.
| Valor do piso salarial R$ 756,00 |
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| Cesta Básica R$ 65,00 |
Vale Refeição R$ 10,00 |
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