Quem Somos

O Sindicato foi fundado em 1995, visando o bem estar da categoria tendo como função “representar os interesses dos trabalhadores" sob determinada jurisdição.
Com o passar dos anos a área de atuação do Sindicato cresceu bastante através da s lutas constantes por parte de seus dirigentes, reivindicando os direitos dos trabalhadores através da Convenção Coletiva de Trabalho e fiscalizando as empresas.
A História do Sindicalismo no Brasil
A história do sindicalismo no Brasil iniciou-se no perÃodo do grande influxo da imigração européia ocorrido no século XIX.
Após a revolução industrial, a Europa já assistia a uma série de movimentos dos trabalhadores que reivindicavam melhores condições de salário e de trabalho (redução de jornadas diárias, segurança no trabalho, etc.). Tais movimentos foram tomando corpo ideológico mais preciso com o advento de ideários como o anarquismo e o socialismo. Nesta primeira fase dos movimento sindicais predominava o mutualismo das associações de classe destinadas à resolução dos problemas enfrentados pela comunidade de trabalhadores. Tais associações arrecadavam fundos para doenças, manutenção de escolas, aposentadoria e invalidez, etc.. Com o crescente contato das associações de trabalhadores com as novas ideologias anarquistas e socialistas, os movimentos tomaram maior força polÃtica. A consciência de classe apenas dava seus primeiros passos na história.
No Brasil, a própria novidade da existência de uma classe operária acarretava na total inexistência de leis que regulamentassem suas atividades profissionais. Desta forma, os trabalhadores enfrentava péssimas condições de trabalho e cumpriam extenuantes jornadas diárias, não havendo então nenhum respaldo legal destinado aos seus direitos. Entre os primeiros movimentos sindicais, a grande divergência entre socialistas e anarquistas se resumia na defesa da organização partidária pelos primeiros e a recusa completa destas organizações por parte dos anarquistas.
Já no final do século XIX, surgiam as associações que deram origem aos sindicatos: as Ligas Operárias já apresentavam suas ações além do mero mutualismo ao organizar as primeiras greves, movimentos reivindicatórios destinados à redução das jornadas diárias, aumento de salários e melhores condições de trabalho.
Os movimentos dos trabalhadores brasileiros também ganharam novo alento com as notÃcias da Revolução Soviética de 1917, gerando uma nova esperança para a classe operária: já em 1917 ocorre a primeira grande greve em São Paulo, sendo de inÃcio violentamente reprimida pelas forças policiais e, posteriormente, recebendo a devida atenção da classe dirigente ao obter vitórias em suas reivindicações. A partir desta primeira vitória, o movimento operário tendeu a um grande desenvolvimento no Brasil, decaindo apenas na década de vinte em função da ainda precária organização do próprio movimento. Apesar deste aspecto, em 1922 é criado o PCB (Partido Comunista Brasileiro), sendo um marco do declÃnio das idéias anarquistas no seio do movimento operário.
Os movimentos da classe trabalhadora somente retomam seu vigor após a Revolução de 30 : o então presidente da República, Getúlio Vargas, visando consolidar sua posição no cenário polÃtico através de medidas populares, empreende um série de medidas favoráveis aos trabalhadores e à formação dos sindicatos (criação do salário mÃnimo, da Justiça do Trabalho, instituição do imposto sindical e da jornada de trabalho de oito horas, obrigatoriedade da carteira de trabalho). A oficialização dos sindicatos resultou da promulgação da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), conjunto de leis trabalhistas vigente até nossos dias. Desta forma, os sindicatos, ainda que assumindo nova força polÃtica, passam a se situar sob grande controle do próprio estado.
Os movimentos trabalhistas sofrem grandes golpes a partir da década de 40: em 1947 foi decretado o fechamento do PCB. O movimento deste partido junto à classe trabalhadora teve seu prosseguimento na clandestinidade. Anteriormente, os movimento sindicais já eram bastante perseguidos como uma "ameaça comunista", havendo então violenta repressão de manifestações públicas e intervenções em vários sindicatos. Ainda assim, posteriormente houve a criação de diversos órgãos sindicais que visavam uma unificação dos movimentos trabalhistas e assumindo posturas polÃticas mais radicais. Na década de 60 houve então uma inédita organização de trabalhadores do campo, surgida no Nordeste: as Ligas Camponesas pregavam uma reforma agrária visando mais democracia na distribuição das terras então dominadas pelos grandes proprietários e posteriormente, através do Primeiro Congresso dos Trabalhadores do Campo, realizado em 1961, os trabalhadores rurais exigiam a validade da CLT também para suas atividades. Também surgiu em 1962 a Confederação Geral dos Trabalhadores e outros órgãos similares que, embora se utilizando do discurso radical, não chegaram a possuir grande representatividade entre os trabalhadores, pois apenas uma pequena parcela de operários era sindicalizada.
O grande golpe desferido sobre os movimentos trabalhistas ocorreram durante a implantação do regime militar de 64, perÃodo de maior repressão polÃtica exercida sobre os sindicalistas e sobre a sociedade de um modo geral. O regime militar tratou de punir severamente os sindicatos através de intervenções e prisões dos lÃderes sindicais.
O movimento sindical no paÃs ressurgiu com alguma força só após 1970 e, em 1978, a greve ocorrida na Scania no ABC paulista inaugura uma nova fase na história do sindicalismo brasileiro: as notÃcias da greve incentivam em várias regiões do paÃs a retomada das mobilizações sindicais.
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